Uma lata de refrigerante, um cano de água, um rolo de papel-toalha, um tanque de combustível. Todos têm a mesma forma: dois círculos iguais nas pontas e uma parede curva no meio. Esse é o cilindro, o primeiro dos corpos redondos que vamos medir depois da introdução à geometria espacial.
Um cilindro tem duas bases circulares iguais ligadas por uma superfície lateral curva. Aberto no plano, ele vira dois círculos e um retângulo de largura 2πr. A área total é 2πr(h + r), e o volume, como num prisma de base circular, é V = πr²·h.
O que é um cilindro?
Um cilindro é um corpo redondo formado por duas bases circulares paralelas e congruentes, ligadas por uma superfície lateral curva. Pense numa moeda esticada para cima: a base de baixo e a de cima são círculos iguais, e a parede que as une é lisa e curva.
O cilindro também é um sólido de revolução: se você girar um retângulo em torno de um dos seus lados, o caminho varrido no espaço é exatamente um cilindro. Por isso ele lembra tanto o prisma, só que com base redonda em vez de poligonal.
No explorador abaixo, mude o raio e a altura e veja as áreas e o volume acompanharem.
Com r = 3 e h = 4 (use π ≈ 3,14):
Área da base: πr² = 28,26
Área lateral: 2πr·h = 75,36
Área total: 2πr(h + r) = 131,88
Volume: V = πr²·h = 113,04
Um cilindro de raio e altura ajustáveis. O painel calcula a área da base (πr²), a área lateral (2πr·h), a área total (2πr(h + r)) e o volume (πr²·h), usando π ≈ 3,14.
Elementos de um cilindro
Um cilindro reúne os seguintes elementos:
- Bases: os dois círculos congruentes e paralelos, de raio r.
- Superfície lateral: a parede curva que liga as bases.
- Altura (h): a distância entre os planos das duas bases.
- Geratriz: cada segmento da superfície lateral que une um ponto da borda de uma base ao ponto correspondente da outra, paralelo ao eixo.
- Eixo: o segmento que une os centros das duas bases.
Num cilindro reto, a geratriz é perpendicular às bases, então ela tem exatamente a mesma medida que a altura.
Cilindro reto, oblíquo e equilátero
Os cilindros se distinguem pela inclinação e pelas proporções:
- Cilindro reto: a geratriz é perpendicular às bases. É o cilindro de revolução, o mais comum.
- Cilindro oblíquo: a geratriz é inclinada, e a altura fica menor que a geratriz.
- Cilindro equilátero: um cilindro reto em que a altura é igual ao diâmetro da base, ou seja, h = 2r. A secção que passa pelo eixo é um quadrado.
A partir daqui, as fórmulas de área e volume valem para o cilindro reto, que é o que aparece na maioria dos problemas.
Secções do cilindro
Cortar o cilindro com um plano revela figuras já conhecidas:
- Secção transversal: o corte é paralelo às bases e devolve um círculo igual a elas, de raio r.
- Secção meridiana: o corte passa pelo eixo e produz um retângulo de base 2r (o diâmetro) e altura h. A sua área vale 2r·h.
É essa secção meridiana que explica o cilindro equilátero: quando h = 2r, o retângulo 2r por h vira um quadrado de lado 2r.
A planificação do cilindro
A melhor forma de entender a área do cilindro é abri-lo sobre uma mesa. Ao planificar um cilindro reto, aparecem três peças: os dois círculos das bases e um retângulo da superfície lateral.
O detalhe importante é o tamanho desse retângulo. A sua altura é a altura h do cilindro, e a sua largura é o comprimento da circunferência da base, que vale 2πr. É daí que sai a fórmula da área lateral: um retângulo de lados 2πr e h.
Como calcular a área do cilindro?
A área total do cilindro é a soma da superfície lateral com as duas bases: A_total = 2πr(h + r). Com a planificação em mãos, cada parcela fica direta:
- Área lateral: a área do retângulo, A_lateral = 2πr·h.
- Área da base: a área de cada círculo, A_base = πr².
- Área total: a lateral mais as duas bases, A_total = 2πr·h + 2πr² = 2πr(h + r).
Por exemplo, num cilindro de raio 5 e altura 10, a área lateral é 2 × 3,14 × 5 × 10 = 314.
Como calcular o volume do cilindro?
O volume do cilindro é a área da base vezes a altura: V = πr²·h. Ele segue a mesma ideia do prisma.
- V = πr²·h.
Como a base é um círculo, a sua área é πr², e multiplicando pela altura chega-se ao volume. Num cilindro de raio 3 e altura 4, o volume é 3,14 × 9 × 4 = 113,04.
Quando o recipiente guarda líquido, o volume vira capacidade: como 1 litro equivale a 1 dm³ (isto é, 1000 cm³), um volume calculado em dm³ já dá diretamente a capacidade em litros.
Onde os cilindros aparecem?
- Embalagens: latas de refrigerante, de leite condensado e de tinta.
- Encanamento: canos, tubos e mangueiras conduzem água e gás.
- Armazenamento: tanques, silos e reservatórios de combustível.
- Objetos: copos, velas, pilhas e rolos de papel.
Exercícios
Tente resolver antes de ver a resposta.
- Exercício 1
Um cilindro tem raio 3 cm e altura 4 cm. Qual é a área da base? (use π ≈ 3,14)
- Exercício 2
Qual é o volume desse mesmo cilindro de raio 3 cm e altura 4 cm? (use π ≈ 3,14)
- Exercício 3
Um cilindro tem raio 5 cm e altura 10 cm. Qual é a sua área lateral? (use π ≈ 3,14)
- Exercício 4
Uma lata cilíndrica tem raio 4 cm e altura 10 cm. Qual é o seu volume? (use π ≈ 3,14)
- Exercício 5
Um cilindro equilátero tem raio 5 cm. Qual é a sua altura?
- Exercício 6
Uma caixa d'água cilíndrica tem raio 1 m e altura 2 m. Quantos litros ela comporta? (use π ≈ 3,14; lembre que 1 dm³ = 1 litro)
- Exercício 7
Um cilindro tem raio 2 cm e altura 5 cm. Qual é a sua área total? (use π ≈ 3,14)
Resumo
- Um cilindro tem duas bases circulares iguais ligadas por uma superfície lateral curva.
- Ele é um sólido de revolução, gerado pela rotação de um retângulo.
- Planificado, vira dois círculos e um retângulo de largura 2πr e altura h.
- A área total é 2πr(h + r), e a área lateral é 2πr·h.
- O volume é a área da base vezes a altura: V = πr²·h.
Depois do cilindro, o percurso segue para o outro corpo redondo de base circular, o cone, que termina em ponta como uma pirâmide. Enquanto esse tópico não sai, volte à página inicial para acompanhar a trilha inteira.
